Por Caio Calazans
Gol do Brasil! Foi assim que Luciano do Valle gritou o gol de empate do São Paulo na final da Copa Intercontinental contra o Barcelona, no jogo que era considerado a final do campeonato mundial. O campeão da Libertadores enfrentava o campeão europeu em jogo único, também conhecido como a Copa Toyota (a empresa japonesa levou a decisão para o país em meados dos anos 80). Naquela época não existia um Mundial oficial da FIFA, criado apenas em 2000.
O São Paulo estava pela primeira vez na decisão do mundial, após vencer sua primeira Libertadores. O time era recheado de jogadores jovens e alguns já consagrados numa filosofia de jogo inesquecível do mestre Telê Santana. Primava pelo jogo bonito, pelo fair play, pelo bom-mocismo. Naquele time não havia estrelas, ninguém era mais do que ninguém. O que importava era honrar a camisa do São Paulo e o futebol arte do Brasil.
Zetti, Vítor, Ronaldão, Adílson e Ronaldo Luís, Pintado, Toninho Cerezo, Raí e Palhinha, Muller e Cafu entraram em campo naquele 13 de dezembro sem nenhum favoritismo. O Barcelona de Johan Cruijff vinha cheio de moral e de craques como Ronald Koeman, Pepe Guardiola, Michael Laudrup e o cracaço búlgaro Stoichkov. Romário também fazia parte daquele time, mas não jogou por estar machucado.
Mas não teve jeito. Mesmo abrindo o placar com Stoichkov aos 12 minutos, o Barcelona não aguentou o talento brasileiro. Raí marcou duas vezes e o tricolor foi campeão do mundo pela primeira vez.
Parabéns a todos os são-paulinos do Brasil pelos vinte anos dessa conquista marcante do futebol brasileiro!
