Por Caio Calazans
Quando duas grandes forças se encontram, o imprevisível pode acontecer. Daqui a duas semanas, Santos e Corinthians começarão um embate que vai valer uma vaga na final da Libertadores deste ano. Mais que um jogo, uma batalha campal que envolve a rivalidade mais antiga entre os grandes de São Paulo e uma das mais antigas do Brasil. O primeiro jogo entre as duas equipes foi disputado há quase cem anos, em 1913.
Rivalidade que envolveu nomes de peso na história da bola como Pelé, Rivelino, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Robinho, Serginho Chulapa, Viola, Neto, entre outros. O atual campeão brasileiro contra o atual tricampeão paulista e campeão da América. Muricy Ramalho contra Tite, dois treinadores reconhecidamente especialistas em partidas decisivas, com qualidades táticas, inteligência competitiva e há tempos trabalhando com o mesmo grupo.
Nas últimas 20 partidas (de 2006 até hoje), o equilíbrio é grande. Foram 9 vitórias do Santos, 7 do Corinthians e 4 empates. Nas finais do Campeonato Paulista nos últimos anos, se enfrentaram duas vezes (2009 e 2011), uma vitória para cada lado. No total, o Santos marcou 29 gols e o Corinthians 26. Foram 9 jogos no Pacaembu com 5 vitórias do Timão, 2 do Peixe e 2 empates. Na Vila Belmiro, 11 partidas, 7 vitórias do Santos, 2 do Corinthians e 2 empates.
O equilíbrio de forças é imenso. A tradição das duas equipes, mais ainda. Entre os 4 grandes do estado, os dois únicos centenários. Milhares reviverão os grandes jogos da história ao verem as duas camisas num confronto tão importante. Neste momento da Libertadores, a tática, a estratégia, o planejamento já não são determinantes. Será puramente coração, vontade, raça, vibração, valentia e superação.
Uma semifinal sensacional que engrandece o futebol brasileiro e paulista. Sem favorito ou palpite. Só a promessa de duas partidas espetaculares.






