De novo Símon?

Novembro 9, 2009

O que se pode dizer das arbitragens de Símon?

O gol anulado de Obina ontem contra o Fluminense ficou realmente muito esquisito.

Pelo que vi no replay, o árbitro estava DE FRENTE para o lance, viu o que aconteceu. Mas mesmo assim decidiu marcar uma falta inexistente.

Favorecimento ao Fluminense? É possível, não por parte de Símon, mas por uma pré-disposição de quem comanda o futebol de “ajudar” 2 clubes grandes em situação difícil.

Isso não aconteceu com Corinthians, Vasco, Atlético-MG ou Palmeiras quando foram rebaixados. Porque deveria acontecer com Botafogo e Fluminense?

É sem dúvida muito estranho o que aconteceu ontem. Sobretudo porque erros de arbitragem decisivos a favor de Botafogo e Fluminense vêm acontecendo há algumas rodadas.

E eu não tenho dúvidas em afirmar que Carlos Eugênio Símon não tem a mínima condição de ir a uma Copa do Mundo.

Se vai é mais por questões políticas e pela incompetência do resto do quadro de juízes nacionais do que pela sua própria competência neste momento.

Nada contra o árbitro gaúcho, mas os erros vem se repetindo. E jogos com a arbitragem de Símon já viram polêmicos antes mesmo de começar.

É triste perceber que não temos juízes capazes de apitar a fase final de um campeonato tão espetacular sem suscitar dúvidas quando à sua imparcialidade.

Mais triste ainda é ver um homem como o presidente do Palmeiras perder a linha e declarar que agrediria Símon, se o visse na rua.

Declarações fortes que merecem punição e não são justificadas pelos erros do juiz.

A pergunta que fica na minha cabeça é:  será que os procuradores do STJD que tanto gostam de aparecer na mídia ameaçando jogadores e técnicos tem coragem de denunciar Belluzo?

E mais do que tudo: qual a punição que receberá Carlos Eugênio Símon pela desastrosa arbitragem de ontem?

O Palmeiras não pode achar que perdeu por causa do Símon. Faltou futebol pra derrotar o Fluminense e faltou sobretudo postura de campeão. Pois qualquer campeão passa por cima de tudo, mesmo erros de arbitragem.

Símon errou, prejudicou o Palmeiras, mas não foi por isso que o Fluminense venceu.

E também não foi por isso que o Palmeiras perdeu a liderança. Quem assiste os jogos da equipe alviverde já percebe há um bom tempo o mau futebol apresentado pelo time de Pq. Antártica.

Basta lembrar que o Palmeiras perdeu para 3 times que lutam contra o rebaixamento no segundo turno: 3 a 0 para o Sport, 2 a 0 frente ao Santo André e a derrota de ontem para o Fluminense.

Além disso, houve erros de arbitragens que beneficiaram o time da zona oeste de São Paulo: os pênaltis não marcados contra o Cruzeiro e a não expulsão do zagueiro Danilo contra o Corinthians, só pra ficar nos mais recentes.

Vencer jogando mal acontece, mas não é sempre.

Parabéns ao Vasco da Gama pela volta à Série A do Brasileiro.

A quinta maior torcida do Brasil merece essa volta à elite.

O Vasco trabalhou com seriedade e conseguiu seu objetivo. Agora os desafios são outros, primeira divisão é outra história. É importante para o Vasco continuar trabalhando com seriedade para que possa não só se estabelecer e não voltar a cair novamente como também se estruturar cada vez mais para voltar a ser o grande Vasco que briga por títulos.

Dorival Junior deu mais uma prova de que é um dos melhores treinadores de sua geração e merece uma oportunidade para ficar em 2010. Tomara que a diretoria do Vasco não cometa o erro de manda-lo embora agora.

Alguns atletas podem render um bom dinheiro ao clube como Alex Teixeira, Élton, Nilton, Fágner e Carlos Alberto.

Mas será preciso trabalhar com inteligência em São Januário. Não se pode desmontar o time, mas também será necessário fortalecer o elenco para enfrentar as dificuldades da primeira divisão.

Agora começa a redenção vascaína.

O Grande Vasco, Campeão da Libertadores 1998

A batalha nas Gerais…

Novembro 4, 2009

O torcedor do galo simplesmente não suporta esse time. Há uma profunda rivalidade entre as duas torcidas e cada jogo é uma batalha.

O Atlético Mineiro simplesmente não aceita perder pra eles, como também do lado adversário não existe compaixão com derrotas para tão indesejável oponente.

Não, esse time não é o Cruzeiro.

É o Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro.

Essa rivalidade pelo Brasileirão começou em 21 de agosto de 1971, com a vitória do galo mineiro por 1 a 0 em pleno Maracanã.

Desde aquele dia, seguiram-se 45 jogos, com 17 vitórias do Atlético Mineiro e 16 do Flamengo, além de 11 empates.

O sal dessa concorrência viria em 1980, com a final do Campeonato Brasileiro.

O Flamengo venceu por 3 a 2 em um jogo que teve Reinaldo fazendo gol machucado e depois expulso. Outros lances no mínimo infelizes ocorreram na arbitragem de José de Assis Aragão, como um impedimento absurdo marcado contra o Atlético Mineiro, que se empatasse seria o campeão.

FLAMENGO 3 X 2 ATLÉTICO MG
CAMPEONATO BRASILEIRO 1980 – FINAL
Narração: Fernando Solera – Comentários: Márcio Guedes

Flamengo Campeão. Galo vice.

Em 1981 outro fato iria excitar ainda mais essa aversão entre mineiros e cariocas: o jogo classificatório da Taça Libertadores.

A Taça Libertadores 81 era disputada em sistema diferente de hoje. Contava 5 grupos com 4 equipes, apenas o primeiro de cada grupo se classificava e juntaria-se na fase semifinal (quando entrava o Nacional do Uruguai, na época o atual campeão) aos outros primeiros colocados, em 2 grupos de 3 times, dali apenas os primeiros seguiriam para a final.

O campeão e o vice brasileiro caíram no mesmo grupo, nesta época clubes de mesmo país costumavam se enfrentar na primeira fase.

Cerro Porteño e Olímpia do Paraguai pouco viram a cor da bola, foram atropelados por mengo e galo. Na briga direta, equilíbrio absoluto tanto no Rio quanto em Belo Horizonte, com 2 empates por 2 gols.

Os brasileiros terminariam empatados em primeiro no grupo, com 8 pontos e 4 vitórias cada um (naquele tempo a vitória valia 2 pontos).

Foi marcado um jogo extra, em campo neutro (estádio Serra Dourada em Goiânia). Ali, a certidão de juiz mais odiado de todos os tempos pela torcida alvinegra de Minas foi dado a José Roberto Wright.

O jogo terminou com 6 expulsões, apenas jogadores do Atlético. Suspensa a partida, o Flamengo se classificou por decisão da Conmebol.

ISSO MESMO!!!!!

Aquele time que você ouve falar, das maravilhas de Zico, o capacete Júnior e sua categoria, Nunes o peito de aço, o tão cantado e decantado Flamengo campeão da Libertadores em 81, se classificou no tapetão.

Estavam dadas as cartas de uma das mais ferrenhas rivalidades inter-estaduais brasileiras. Em 87, em uma das decisões mais eletrizantes que eu já vi, o Flamengo venceu o Atlético novamente por 3 a 2, avançando para ser campeão da Copa União em final contra o Internacional.

FLAMENGO 3 X 2 ATLÉTICO MG
MÓDULO VERDE COPA UNIÃO 1987 – SEMIFINAL
Narração: Galvão Bueno

Domingo mais uma decisão aguarda essas duas torcidas. Hoje é a vez de Adriano e Tardelli deixarem suas marcas neste confronto cheio de histórias. Esperemos que seja um grande jogo, sensacional como o retrospecto exige. E claro, sem violência nas arquibancadas ou arredores do Mineirão.

reinaldogalo

O sensacional Reinaldo em ação contra o Flamengo em 1980. O jogador é o maior marcador no confronto: foram 6 gols em 9 partidas pelo nacional.

CATIGURIA!

Novembro 3, 2009

A categoria do liberiano Anthony Laffor do Supersport United FC em partida contra o Golden Arrows, provavelmente em alguma partida do campeonato sulafricano.

 

De-federicooo

Novembro 3, 2009

Um empate glorioso para palmeirenses e triste para corinthianos. Esse foi o clássico de ontem em Presidente Prudente.

O Corinthians armado de forma inteligente, buscando suprir a falta de seus dois laterais e o Palmeiras tentando seguir lider.

O Alvinegro com mais futebol, dominou boa parte da partida. Mas não foi eficiente para definir o resultado e sentiu na pele a eficiência do líder do campeonato, que em duas bolas paradas (as duas faltas mal marcadas pelo àrbitro) buscou o empate e segue firme na luta pelo penta.

Ao Corinthians agora resta terminar o campeonato de forma honrosa e preparar a equipe para o ano de 2010. Ano em que a própria diretoria, jogadores e comissão técnica se encarregaram de fazer a pressão ir às alturas.

De bom mesmo para quem viu o jogo, não só os corinthianos ou palmeirenses foram as belas jogadas do jovem Defederico.

O argentino que chegou com uma baita banca agora começa a mostrar seu futebol. Já havia jogado bem contra o São Paulo e quarta contra o Vitória.

socceraalone

Mas ontem Defederico se apresentou de vez para a torcida corinthiana, e para o resto do Brasil.

O passe para o segundo gol de Ronaldo no jogo foi coisa de cinema. Coisa de jogador que tem o toque diferenciado na bola.

Dentinho, que já esquentou o banco contra o Vitória, ontem também não entrou jogando. E se depender do baixinho argentino, vai demorar a entrar novamente no time.

corinthians

O dia é domingo, primeiro de novembro.

Ali é o limite da paciência do torcedor corinthiano.

Até agora, a torcida foi compreensiva e não vaiou ou pressionou um time que já está merecendo isso há muito tempo.

Contra o Cruzeiro na última rodada, o Corinthians pareceu mais aquele Corinthians de 2007. Que tentava, tentava, tentava mas mal conseguia assustar o adversário.

Não criou, não finalizou, não pressionou a raposa. E tomou um gol em linha de passe dentro da área. Gol primário, do tipo de gol que o time de Mano Menezes difícilmente tomava.

A torcida não é burra e já percebeu que coisas precisam mudar. A venda de André Santos, Cristian e Douglas, alardeada como de grande benefício para o clube, cobra sua parcela até hoje.

O Corinthians continua sem lateral esquerdo e sem um meia armador de qualidade. Preferiu vender os que tinha, imaginando que encontraria substitutos à altura na quitanda da esquina. Até Marcelo Mattos e Edu, contratados como estrelas para substituir Cristian, pouco mostraram.

Com excesso de lesões, contratações que não deram certo e carências no time que tem dificuldade para suprir, o que faz Mano Menezes é tentar o psicológico, a cobrança.

Só que a cobrança será multiplicada por centenas de vozes caso o Corinthians perca para o Palmeiras no próximo domingo. O Corinthiano não esqueceu o papelão do primeiro turno e irá exigir no mínimo um empate.

E a diretoria que no primeiro semestre aparecia toda semana para falar aos jornalistas, hoje some. Onde está Mário Gobbi? Cadê o Sanches?

É preciso que quem manda no Corinthians apareça pra dar a cara a tapa, e ajudar o técnico e os jogadores a não ficarem expostos na mídia.

E um recado a todos os jogadores corinthianos: Se entrarem em campo domingo com a mesma vontade que entraram contra o Cruzeiro, o vexame será ainda maior do que foi no primeiro turno.

Ontem, contra o Vitória, o time correu, lutou, mas não apresentou nada de vistoso e venceu com gol de Defederico em uma jogada isolada.

Domingo será preciso muito mais.

A imprevisibilidade.

Outubro 27, 2009

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Imprevisível, segundo a definição do dicionário é algo que não se pode prever.

Impossível prever quem será o campeão brasileiro de 2009.

O que parecia certo há algumas rodadas hoje já não encontra o mesmo respaldo nos números.

O Palmeiras que parecia caminhar tranquilo rumo ao seu quinto título nacional desmontou. Maus resultados, declarações polêmicas, erros primários, derrotas inesperadas. Os jogadores hoje já não exibem a mesma confiança de algumas semanas atrás. E isso tem se refletido no campo.

O Atlético Mineiro que parecia perdido e mostrava uma tendência de queda, que culminou em sua saída do G4, hoje é o segundo colocado e funga no cangote palmeirense com apenas 1 ponto atrás.

Internacional e São Paulo, apesar do futebol insosso e sem objetividade, estão nos calcanhares do galo e do porco.

E o Flamengo que nunca esteve nas primeiras posições hoje enxerga a taça do Hexa mais de perto.

Palpitar seria demagogia.

Num campeonato tão equilibrado e com tantas subidas e descidas, não se tem nem mesmo argumento para apontar este ou aquele como campeão. Rodada após rodada, os palpites foram se desfazendo.

Quem diria que o Náutico enfiaria 3 a 0 no Palmeiras? Ou que o Santo André ganharia com facilidade do líder do campeonato?

Quem poderia imaginar que o mesmo Coritiba que enfiou 5 a 0 no Flamengo no primeiro turno, perderia por 3 a 0 no returno?

Ou que o Cruzeiro chegasse a ter chance de disputar uma vaga na Libertadores a essa altura do campeonato.

Equilíbrio, essa é a palavra chave deste campeonato.

Qualquer um que apontar um favorito estará apenas dando um chute. Mãe Dinah também faz isso.

Eu que já via a taça caminhando para os lados do Parque Antartica, não tenho mais a mínima idéia de quem pode levar a fatura.

Mas se tem um cara que merece esse título mais do que qualquer um, ele se chama Andrade.

Ele não tem mídia, não gosta de enfeitar na hora de falar, não gosta de aparecer, não veste terno Armani e não pede 500 mil por mês.

Andrade é um homem do futebol, e está mostrando que disso ele entende mais do que muito treinador que vive aparecendo na telinha.

Andrade merece ser campeão por tudo que já fez pelo futebol nacional. Pelo craque que foi, conquistando 4 titulos nacionais.

Além disso, o Flamengo joga pra frente.

Bem ou mal, é ofensivo, respeita as tradições do Clube de Regatas Flamengo.

Andrade não tem medo de dar espetáculo, ele sabe que o torcedor flamenguista gosta de ver seu time jogar assim.

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PS.: O fato de o campeonato estar tão emocionante esfriou as intenções da Globo de mudar a fórmula de disputa para uma de sua preferência (mata-mata). Mas não se enganem… ano que vem eles voltarão a insistir com essa papagaiada.

Infelizmente os clubes são escravos da TV e considerarão essa mudança.

Que falta faz Douglas ao Corinthians. Desde que ele saiu, acabou o toque refinado no meio campo, o time perdeu o jogador que pensa, que dá ritmo à meia cancha.

Douglas é um jogador raro, canhoto, habilidoso, raçudo e inteligente. Mas o Corinthians não levou isso em conta ao vendê-lo aos Emirados Árabes.

O clube da zona leste sente até hoje a falta do maestro no meio campo.

E o que é pior, Douglas está em um time semi-profissional, onde atuam policiais, professores, etc. É muito desperdício.

Em entrevistas o jogador declara que só saiu porque o clube o quis vender. Sente falta da  bola que vinha redonda no seu pé de um time bem armado, com jogadores de talento. Coisas que ele não tem mais onde atua hoje.

E ai do Corinthians em 2010 se não trouxer um jogador para fazer a função que o meia exercia com competência.

No Morumbi sábado..

Diego Tardelli fez falta ao Atlético Mineiro em outras partidas só por causa daquele tapa.

O tapa que só o artilheiro sabe dar na bola, o tapa que definiu o resultado.

O São Paulo, perdido entre as indefinições de Ricardo Gomes permeadas por pequenas disputas de egos, não conseguiu ter competência dentro de campo para evitar sua primeira derrota em casa.

O excesso de confiança no futebol do “craque”  Hernanes me dá a impressão de que o São Paulo acha que 2009 é 2008. E que vai chegar ao título simplesmente porque chegou no ano passado. Essa sensação aumenta quando converso com o torcedor tricolor.

Infelizmente no futebol, a nostalgia fica sempre fora das 4 linhas.

Já o Galo mineiro fez uma ótima partida. Nada muito de se encher os olhos, mas eficiente, como o próprio Atlético deixou de ser em algumas rodadas, quando perdeu pontos importantes que agora fazem falta.

Quem encheu os olhos mesmo foi Ricardinho. Esquecido no futebol da Turquia, o meia demonstrou a mesma capacidade de “gerenciar” o jogo do meio campo. O toque fino, classudo e de quem sabe o que faz com a redonda fez com que os torcedores lembrassem do mesmo meia que fez história com a camisa do Corinthians.

Na Ilha…

Mais perdido que cego em tiroteio está esse Corinthians. Edno não funcionou, como também não funcionou Marcelo Oliveira na esquerda. Ah que saudades de André Santos, vendido por migalhas…

No meio um desastre. Elias nada fez, Jucilei apagado, Defederico só entrou pra ganhar o bicho. É realmente de preocupar o torcedor corinthiano o futebol que vem jogando sua equipe. Mesmo na vitória contra o Grêmio semana passada o futebol não foi dos melhores e o melhor em campo foi o goleiro Felipe.

O Sport fez sua parte, marcou seus gols e ocupou-se em marcar um Corinthians sem nenhum brilho.

É o “futebol é business” do Diretor Mário Gobbi cobrando sua parte… ah que saudades do toque refinado de Douglas…

No Parque Antártica…

Petckovic provou mais uma vez que jogador que sabe bem o que faz com a bola sempre tem espaço dentro de campo.

O sérvio acabou com a banca do Palmeiras, que pareceu mais preocupado com Adriano, mas esqueceu-se do tamanho da habilidade do camisa 43.

O primeiro gol um golaço, digno de ser chamado gol de craque.

O segundo gol só pode ser comentado depois que Marcos encontrar aquela bola batida no escanteio…

Mais ainda no Flamengo o que deve ser destacado é o trabalho do técnico Andrade. Chegou quietinho, tomou conta e faz o Flamengo aparecer hoje como uma das forças emergentes, tudo isso com mídia de menos e competência de mais.

A disputa pela taça torna-se mais indefinida ainda na medida em que a diferença de pontuação é menor, pois todos os times na ponta da tabela equivalem-se em termos de nível de elenco e futebol jogado.

Não há nenhuma super equipe.

No rio…

Triste é esse Internacional que tanto prometia (segundo muitos comentaristas).

Não ganha mais de ninguém, parece estar satisfeito apenas em estar na Libertadores.

Muito pouco para quem se configurava como uma das principais forças do país.

O que fica claro que para se vencer campeonatos é preciso mais do que apenas reclamações e produção de DVD’s. É preciso ter um elenco de qualidade e planejamento competente. E o Internacional comprova rodada após rodada que falta isso na parte vermelha de Porto Alegre.

Ainda há esperança para o Fluminense, que de morto e quase enterrado agora vê uma diferença de “apenas” 6 pontos para continuar na primeira divisão. Um horizonte muito mais animador para quem já esteve a 11 pontos de sair do descenso.

havaianas

Ele quer voltar…

O meia Roger, ex-Fluminense, ex-Corinthians, ex-Flamengo e ex-Grêmio quer voltar ao Brasil.

Resta saber qual o clube vai apostar no jogador, famoso mais pelas polêmicas e as namoradas famosas do que pelo próprio futebol.

Roger acumulou problemas por onde passou.

No Corinthians, que gastou uma boa soma para trazê-lo, Roger não aguentou a cobrança e não rendeu o esperado, resultado: foi escalado para treinar separadamente do grupo.

Não bastasse isso, reclamou de salários atrasados publicamente, causando um mal-estar maior ainda. Foi primeiramente emprestado ao Flamengo, onde também não rendeu o esperado. De volta ao Corinthians, foi negociado com o Grêmio, onde chegou declarando  o desejo de reerguer seu nome no cenário nacional.

Conseguiu mostrar algum futebol no clube gaúcho. Mas as polêmicas não terminaram aí.

Seduzido pelos petrodólares do Catar, Roger deixou claro que gostaria de ser negociado.

O Grêmio, mesmo querendo sua permanência, foi “obrigado” a negocia-lo após apenas 22 partidas no clube.

Mas agora ele quer voltar.

Resta esperar pra ver qual o clube apostará mais uma vez no habilidoso meia esquerda. E também ver qual será a nova celebridade que aparecerá de caso com o meia, vestirá a camisa do time e se declarará torcedora.

Debora Secco já guardou a camisa do Grêmio no armário há algum tempo.

Parabéns a Honduras, classificada para a Copa do Mundo pela segunda vez na história. A seleção da América Central volta a disputar uma copa após 27 anos.

Arrrentina classificada!!

Outubro 15, 2009

Para os que tinham dúvidas, aí está: Maradona classificou a Argentina.

Para mim parecia muito difícil nossos Hermanos não irem à Copa.

Numa eliminatória como a da América do Sul, Brasil e Argentina só não se classificam se realmente fizerem um trabalho muito abaixo da média.

Resta saber que Argentina veremos na copa. Se será Argentina sem padrão de jogo que vimos na Eliminatória, dependendo extremamente de jogadas individuais e da característica raça portenha, que se classificou “vendendo o almoço pra jantar”.

Teria Maradona (se permanecer) tempo de dar o padrão de jogo necessário para fazer um bom papel na Copa no próximo ano?

Eu duvido. Primeiro porque Maradona se mostrou péssimo técnico, com escolhas confusas, convocações confusas, excesso de testes. Nada pareceu funcionar muito bem.

Além disso, pelo fato de ser quem é, a pressão em cima dele triplica no país, o que torna seu trabalho mais difícil ainda.

Mas a Copa do Mundo é um torneio de tiro curto. São 7 jogos onde o que conta é o momento e a Argentina não pode ser considerada carta fora do baralho.

Agora, realmente veremos o que Maradona pode realizar à frente da seleção de seu país. Será Dieguito capaz de dar aos Hermanos o terceiro título mundial, dessa vez como técnico?

Beckembauer ergue a taça da Copa de 1974. O extraordinário meia alemão, considerado o maior jogador germano de todos os tempos foi vencedor como técnico em 1990, vencendo a Argentina de Maradona na final.

Beckembauer ergue a taça da Copa de 1974. O extraordinário meia alemão, considerado o maior jogador germano de todos os tempos foi vencedor como técnico em 1990, vencendo a Argentina de Maradona na final.

Apenas 2 conseguiram a proeza de vencer como jogador e como técnico: Zagallo e Beckembauer.

A 9 Rodadas do fim…

Outubro 13, 2009

A cada dia me convenço mais a respeito do título palmeirense neste brasileirão.

Ao mesmo tempo em que a equipe alvi-verde parece, em certas rodadas, estar louquinha para entregar a liderança, ou pelo menos permitir com que seus adversários mais diretos se aproximem, vê seus concorrentes mais ameaçadores perderem força justamente quando deveriam melhorar de rendimento.

O Internacional sucumbiu apáticamente em casa contra o Atlético Paranaense, saindo atrás no placar e ao final levando um ponto. O que não deixa de ser frustrante para uma equipe que deseja ser campeã.

O São Paulo empatou em casa com o Coritiba (hoje na 15 colocação) e depois foi derrotado pelo Flamengo, sem Adriano.

O Atético Mineiro caiu patéticamente contra o Botafogo, que luta contra o rebaixamento. E hoje foi derrotado pelo maior rival, o Cruzeiro.

Nem mesmo o Goiás, que muitos apontavam como força emergente, consegue se livrar das más atuações. Fazendo com que deu desempenho o deixe hoje fora até da zona da Libertadores, o que há algum tempo parecia muito difícil.

Muricy Ramalho não está tranquilo. Mas percebe que mesmo quando seu time não tem  um bom rendimento em algumas rodadas, os concorrentes parecem não ter força para mudar alguma coisa na ponta da tabela.

A 8 rodadas do fim da disputa, o que fica claro é que não há nenhuma grande equipe na disputa. O Palmeiras, o São Paulo e o Inter se assemelham. A vantagem palmeirense é a de poder administrar uma diferença que hoje é de 5 pontos.

Já a briga pela Libertadores será grande. Analisando a tabela hoje, podemos admitir que 11 clubes ainda tem possibilidades de disputar a competição sulamericana em 2010. São Paulo, Internacional, Atlético Mineiro, Goiás e Flamengo estão na briga mais direta.

Mas Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Barueri, Avaí e Santos ainda permanecem com chances de Libertadores. A diferença entre o Santos, décimo terceiro colocado e o Atlético Mineiro quarto, é de apenas 7 pontos.

Na ponta de baixo, as equipes cariocas vislumbram uma luz no fim do túnel. O Botafogo saiu da zona da degola e o Fluminense vê a esperança surgir ao longe, após ver a diferença que o separa da redenção diminuir. Muito embora a situação seja complicadíssima, o retorno de seu maior investimento no ano, o atacante Fred, anima o torcedor das Laranjeiras.

A disputa na parte de baixo da tabela parece menos pulverizada. Hoje, Atlético Paranaense, Coritiba, Botafogo, Santo André, Sport, Náutico e Fluminense tem mais chances de cair.

Aí me vem a reflexão: Acabei de falar de 19 clubes dos 20 que estão disputando o campeonato. Todos esses clubes estarão envolvidos nestas disputas por pelo menos ainda mais 5 ou 6 rodadas. Não seria muito sem graça se o campeonato acabasse agora e apenas 8 clubes estivessem envolvidos na disputa?

Pois é, a proposta da Globo para a mudança de fórmula de disputa foi encaminhada ao Clube dos 13. Eles querem MESMO estragar o que está bom, em nome da audiência.

Quanta falta de visão…

mussum

42% do total das escolas públicas do Brasil não tem sequer uma única instalação esportiva.

88% das escolas municipais brasileiras não tem sequer uma quadra poliesportiva.

Cerca de 40% (QUARENTA POR CENTO!) das obras do Pan-2007 tem indícios de superfaturamento.

MAS NÓS “GANHAMOS” A OLIMPÍADA!

Temos 26 bilhões de motivos pra sorrir… até o dia em que as obras atrasarem e a conta for mudada emergencialmente, claro. Lembra do Pan-2007?

Me deparei com uma entrevista do promotor do Ministério Público Paulo Castilho, especializado em conflitos em estádios, no blog do jornalista Cosme Rímoli:

http://blogs.r7.com/cosme-rimoli/

Algumas afirmações nos permitem analisar como poderá ser o futebol brasileiro num futuro próximo. O que nos permite também analisar as propostas, que segundo o promotor, estão prestes a serem aprovadas:

1- Punição ao Racismo:

O atleta passará a ser suspenso entre cinco a dez partidas.

Dirigentes ou treinadores ficarão de 120 a 360 dias suspensos.

E os torcedores terão pena mínima de 720 dias banidos dos estádios.

Comentário do blog:

Lindo, maravilhoso. Uma punição que sequer existe no resto do mundo vai ser padronizada desta forma no Brasil. Um avanço na legislação que nem existe na esfera esportiva?

Caberá Efeito Suspensivo?

2- Torcida Única nos Estádios:

Segundo o promotor, essa medida está muito próxima de acontecer e vai afastar de uma vez por todas a violência dos estádios.

“Em São Paulo eu posso falar: nunca mais haverá 40 mil torcedores de um clube e outros 40 mil de outro. Isso acabou e não tem volta.”

Comentário do blog:

O Estado assume sua total incapacidade e incompetência para punir a MINORIA violenta e pune o CIDADÃO, que tem o direito de ir assistir o seu time jogar, EM QUALQUER ESTÁDIO!

É o atropelamento do direito de ir e vir. Um absurdo, uma vergonha para o Brasil e para o futebol brasileiro.

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Quando juízes e promotores assumem um papel que deveria ser dos dirigentes é isso que acontece. Querem um futebol esterilizado, capado, querem afastar a violência, nem que para isso seja preciso afastar o torcedor comum, o cidadão que paga impostos e vai ao estádio sem se envolver em confusões.

Só espero que dentro desse novo pacote de medidas, estejam muito bem especificadas as punições aos dirigentes corruptos e aos governadores, prefeitos e políticos que se envolverem em obras superfaturadas.

E que se lembrem muito bem que o maior problema do Brasil é a fiscalização e a punição. Porque as leis que existem, embora em boa parte ultrapassadas e cheias de brechas, não são cumpridas como deveriam ser. Ao menos não quando se leva em conta quem tem o melhor advogado, exemplos disso não faltam, infelizmente. Dentro e fora do meio do futebol.

O cartão amarelo foi criado como uma forma de ajudar a interpretar as determinações do árbitro no que diz respeito à disciplina dos atletas dentro de campo. Ele serve como advertência, devido a um comportamento que foge ao bom prosseguimento do jogo e ao respeito ao adversário.

Portanto esta advertência não deve ser aplicada em qualquer falta, cabe ao árbitro interpretar qual é a infração cometida pelo jogador que mereça um cartão amarelo. Esta infração deve ser diferente das outras, deve se caracterizar por uma intenção fora do propósito do jogo, que é capturar a bola.

Quando o atleta entra em uma jogada visando apenas machucar o adversário, não tem um bom comportamento disciplinar ou comete faltas seguidas com o intuito de paralisar o andamento da partida, o cartão amarelo se justifica.

Portanto cartão não é para ser aplicado em qualquer jogada.

Acredito que nosso futebol está cheio de árbitros que sofrem de TAC (Transtorno “Advertivo” Compulsivo). Um bom exemplo disso foi o jogo de ontem: Náutico 1 x 2 São Paulo.

O jogo até onde acompanhei, não foi violento. Foi sim uma partida dura, muito disputada e com vários lances de divididas viris. Mas o juiz, Francisco Carlos Nascimento de Alagoas não viu da mesma forma, e aplicou 17 cartões no total (isso mesmo DEZESSETE!), sendo 4 vermelhos.

O excesso de vontade de punir e a falta de bom senso acabam estragando um espetáculo ao inibir os jogadores com uma postura punitiva excessiva.

Richarlyson, um dos expulsos na compulsão arbitrária de ontem.

Richarlyson, um dos expulsos na compulsão arbitrária de ontem.

Cartão é pra ser usado APENAS quando há necessidade. Mas a máquina da “arbitragem eletrônica” com seus comentaristas de arbitragem (que quando árbitros erravam tanto ou mais do que os atuais) só contribuem para que um juiz atue desta forma, temendo ser criticado por falta de pulso posteriormente.

Parece piada, mas para muitos juizes é mais importante ter fama de durão, que bota pra fora, disciplinador, do que de juiz de bom senso que apita conforme a regra.

Daqui a pouco nosso querido futebol virará Vôlei… onde qualquer contato é falta e jogarão de joelheiras para evitar o choque… será o fim do esporte bretão.

O Campeonato Brasileiro de pontos corridos hoje é uma realidade. Tem suas datas marcadas e cumpridas com o mínimo de coerência possível. Hoje, os torcedores, telespectadores, dirigentes e comentaristas esportivos sabem de cor e salteado qual é o regulamento do campeonato. Não é mais a época retrógrada das fórmulas mirabolantes, dos regulamentos que precisam ser sempre esclarecidos, não há mais espaço hoje para mudanças de fórmula a cada temporada.

A credibilidade do futebol brasileiro aos poucos começa a se reformular. Hoje, com a sua sétima temporada em disputa, os clubes já entenderam que a fórmula é seguida, sem viradas de mesa, sem conchavos nos corredores da CBF. Os clubes aos poucos entendem que é preciso planejamento, profissionalismo e seriedade para conseguir conquistar objetivos em um torneio desse tipo. E também sabem que aconteça o que acontecer durante o certame, terá de jogar 38 partidas como todos os outros e se planejar para cumprir este calendário.

Os patrocinadores também acreditam mais no campeonato, pois sabem as datas, tem uma tabela distribuída com antecedência. Isso facilita para os próprios anunciantes planejarem suas estratégias de marketing antes de investir.

Mas há os descontentes. Um movimento que parte da TV e enviará um projeto à CBF para a mudança da fórmula de disputa do campeonato. As finais voltariam a acontecer, provavelmente em playoffs entre os 8 melhores classificados, como já aconteceu nos campeonatos de 1998 e 1999, quando os playoffs eram de 3 partidas.

As justificativas seriam de que campeonato com final dá mais emoção, mobilizaria mais público e daria mais AUDIÊNCIA para a própria TV.

A TV não se preocupa com o futebol brasileiro. Ela não se preocupa com a saúde financeira dos clubes. A TV não se preocupa com a credibilidade do futebol nacional. Pouco importa para ela se o calendário é seguido à risca, desde que não atrapalhe as suas transmissões.

A Televisão só se preocupa com uma coisa: a audiência. Faria de tudo para que ela fosse maior, não importa quais os prejuízos para o esporte.

Mudar a fórmula do campeonato brasileiro hoje é assinar um atestado de escravidão com os detentores dos direitos de transmissão. O tempo distante das fórmulas esdrúxulas pode voltar.

Além disso, a competência, regularidade  e o planejamento de um clube não seriam por si só características de um clube campeão, como deveria ser. O playoff final elimina o que foi feito durante a fase de pontos corridos e premia quem é melhor naquele momento do campeonato, o que não condiz com a justiça no esporte. A possibilidade do clube mais planejado e competente vencer o campeonato se reduz às eliminatórias finais, esquecendo-se o que foi feito durante a fase de pontos corridos, ou seja, uma imbecilidade que não condiz com o futebol atual.

Sobre a tão falada emoção, deixo apenas uma pergunta: o que é mais emocionante: 38 jogos onde cada um vale a mesma coisa para a taça ou uma extensa fase de classificação seguida de apenas 6 jogos que realmente valem na hora de disputar o título?

Nenhum grande campeonato nacional do mundo é disputado nessa fórmula e não há justificativas plausíveis para que esta mudança ocorra. Se acontecer, será mais uma das vergonhas que os dirigentes brasileiros nos fazem engolir sem protestar. E depois ainda querem que o torcedor dê a eles a sua televisão ligada e o seu dinheiro para comprar ingressos… incrível.

A novela Kléber continua…

Setembro 28, 2009

Kléber é um jogador diferente… não admite ser vaiado. Quer aplausos apenas….

Sua declaração após o jogo de quarta contra o Palmeiras, demonstra ainda mais desrespeito com o Cruzeiro. Para ele, agora tudo está perdido, não se sente mais bem em Minas Gerais, principalmente após ser vaiado.

Nosso senso de “eu não sou imbecil” apontaria para uma pré disposição de Kléber em criar uma situação incômoda na Toca da Raposa, para que pudesse ser liberado de forma mais fácil para o Palmeiras. Mas dizer isso é chamar Kléber de mau caráter, e eu não vou faze-lo.

Mas o que digo é que, como torcedor e amante do futebol, não aceitaria um jogador no meu clube de coração que falasse a toda hora de sua paixão por outros clubes, não importa o passado e sim a dedicação que o profissional demonstra com a camisa que veste no momento.

Ao torcedor do Palmeiras fica a pergunta: Será que Kléber joga tanto futebol que justifique gritos histéricos após o fim do jogo ou isso seria APENAS coro ensaiado pelas organizadas que tiveram a ilustre presença do jogador em suas festas?

Ao torcedor do Cruzeiro outra pergunta: Vale a pena escorraçar Kléber do clube e deixá-lo livre para ir onde quiser? E o Cruzeiro, como fica?

A Kléber a seguinte pergunta: O amor da torcida do Palmeiras vale mais do que a sua postura profissional e o prosseguimento de sua carreira no Brasil, justifica tudo?

Pouco comentei até aqui sobre a “Farra do Boi”que está prestes a se intensificar em nosso país. Seja pela Copa 2014 ou pela Olimpíada 2016, ainda não ganha pelo Rio de Janeiro.

O “carnaval” de recursos públicos começa muito antes do que podemos imaginar. Vamos nos ater primeiramente nas campanhas para fazer da capital carioca em sede olímpica.

Puxando pela memória, a campanha Rio-2016 é a quarta seguida. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) já tentou em 2004, 2008 e 2012, sendo derrotado em todas.

Clip da Campanha Rio-2004

Mas o que mais chamou a atenção é a falta de prestação de contas sobre as somas gastas nas três primeiras oportunidades. Os projetos eram ousados, buscavam mostrar que não há problemas em realizar um evento deste vulto no Rio. A violência, o tráfico de drogas, a infraestrutura precária em relação a praças esportivas, nos transportes, rede hoteleira, etc, nunca foram problemas.

Outro aspecto que parece não preocupar nem de longe os responsáveis pelas candidaturas era o financeiro. Só para dar um exemplo, apenas a confecção do projeto olímpico Rio-2016 custou ao COB mais de 90 milhões de reais. Isso mesmo, só para criar o caderno de encargos, apresentações e vídeos para mostrar ao COI (Comitê Olímpico Internacional). De onde veio o dinheiro? Diretamente do COB, indiretamente do nosso bolso.

Explico: Segundo a Lei Agnelo Piva, sancionada em 2001, 2% da arrecadação de todasas loterias federais é destinado ao COB e ao CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), ou seja, do dinheiro que todos os brasileiros gastam em loterias. Pode parecer pouco, mas se levarmos em conta o que saiu na Empresa Brasil de Comunicação (Agência de comunicação de propriedade do governo), em 2007 a arrecadação bruta das loterias foi de 1 bilhão de reais, fazendo os cálculos, “sobraria” ao COB e ao CPB 20 milhões de reais no ano.

Essa conta não soma o dinheiro diretamente do governo brasileiro ao COB. Ou seja, além da lei, o COB ainda recebe dinheiro em repasses do governo.

Pergunta recorrente: o desempenho do esporte olímpico brasileiro melhorou neste período, após a lei? Aparentemente nem tanto como deveria: desde que foi aprovada a lei, nenhuma das olimpíadas subsequentes conseguiu superar o desempenho brasileiro em Sidney-2000, com 15 medalhas.

Mas ao contrário do que deveria acontecer, não há prestação clara de contas. Ninguém sabe como o dinheiro foi gasto nas campanhas anteriores e nem nesta que está em curso.

O COB parece comportar-se como entidade inatingível, falha em sua obrigação primária de fomentar o esporte olímpico brasileiro. Não tem projeto sólido de consolidação do esporte nas escolas e, muito pior, não consegue nem ao menos trabalhar adequadamente os atletas olímpicos já existentes. Mas comporta-se como se tudo fosse perfeito (teria aprendido com a CBF?).

Mas ninguém quer saber pra onde foi este dinheiro? Até que se tentou. A CPI do COB foi enterrada no ano passado (mesmo após inúmeras denúncias de superfaturamento no Pan-2007), pois poderia “prejudicar a candidatura Rio-2016″, um tremendo absurdo, inaceitável. O presidente do COB Carlos Arthur Nuzman chegou inclusive a ir embora sem prestar depoimento na CPI, pois tinha “compromissos inadiáveis”. Foi a primeira vez que um cidadão deixou de atender a uma convocação de uma CPI sem uma justificativa plausível.

A mídia (em sua maioria) vende a idéia do legado olímpico, do “direito” do Brasil em realizar um evento deste porte pela primeira vez. Pouco se preocupa em cobrar responsabilidades, analisar e criticar os projetos, exigir transparência e prestação de contas (o que deveria ser o papel da imprensa) . Quantas matérias você viu até hoje cobrindo o estado das arenas que foram construídas para o Pan Rio-2007? Quantos jornais noticiam o “legado do pan”?

No que se refere à Copa 2014, há um agravante: O Brasil já venceu a disputa.

O leitor mais desavisado pode até pensar que “ganhamos” a copa pela competência e excelência de um projeto e por uma campanha muito bem conduzida, mas nada disso aconteceu.

A exemplo da África do Sul ano que vem, o Brasil beneficiou-se de uma decisão da FIFA que buscou fazer um rodízio de continentes em seus mundiais, decisão essa que já foi abolida.

O Brasil ganhou a copa porque além de ser candidato único na América do Sul, não enfrentou a concorrência de países de outros continentes. Simples assim.

A “farra” da copa já começou. Muitos terão o seu quinto* do BNDES (nosso bolso). Os mesmos dirigentes que há meses atrás afirmaram categoricamente e orgulhosamente não precisar de ajuda pública (dinheiro, empréstimos públicos), hoje dizem que isso é imprescindível.

Para eles parece não importar eu (cidadão), nem você (contribuinte), muito menos ele (o futuro e o legado olímpico ou da copa). A impressão que é passada ao espectador mais atento é de que apenas o dinheiro importa.

Pouco importa se Manaus (que não tem nenhum clube na Série A, Série B ou Série C) construa um estádio de 50 mil lugares. Segundo o nosso Ministro dos Esportes se não for usado para competições, poderá ser usado para o turismo. Totalmente plausível não?

Uma amostra do projeto do novo Vivaldão, em Manaus. Estádio que se for construído, dará todo o conforto aos 48 mil espectadores para acompanhar provavelmente os clubes do Amazonas na Quarta Divisão do Campeonato Brasileiro, após a Copa-2014

Uma amostra do projeto do novo Vivaldão, em Manaus. Estádio que se for construído, dará todo o conforto aos 48 mil espectadores para acompanhar provavelmente os clubes do Amazonas na Quarta Divisão do Campeonato Brasileiro, após a Copa-2014

A letargia coletiva em torno da Copa e da Olimpíada continuam. Os projetos primam pelo fantasioso, pela beleza e os meios são os de sempre: dinheiro do contribuinte, que não é consultado e nem informado com a transparência que deveria ser.

Infelizmente quem menos ganha com isso é o cidadão brasileiro, que no fundo é quem financia boa parte dessas aventuras tupiniquins. Triste, muito triste para nós brasileiros.

* O quinto era a medida utilizada pela Coroa Portuguesa durante o período colonial para cobrar imposto sobre o ouro auferido de terras brasileiras. Todo o minério extraído deveria pagar obrigatoriamente 1/5 para a Coroa.

Kléber, certo ou errado?

Setembro 22, 2009

O atacante Kléber do Cruzeiro foi fotografado nesta semana durante uma festa fechada de uma torcida organizada do Palmeiras. Durante o evento o jogador teria brincado na pelada, fato que não pegou muito bem, pois além de ser jogador do Cruzeiro, Kléber está em recuperação de lesão.

Jogando ou não jogando na pelada, Kléber está errado.

Os que defendem o direito de um jogador ir onde quiser durante suas folgas, que digam isso ao torcedor do Cruzeiro. Este, como se não bastasse as insistentes declarações do jogador sobre seu amor ao alviverde paulista, ainda depara com fotos dele numa festa de torcedores, vestindo camisa e boné da torcida.

Eu entendo que Kléber anda desrespeitando a casa que o paga, os torcedores que gritam seu nome. A diretoria do clube que o apoiou e gastou uma boa soma em dinheiro para o contratar.

Torço para que a assessoria de imprensa dele perceba isso o quanto antes e faça um trabalho para que esse tipo de incidente não se repita. Pois isso desgasta a imagem do profissional junto ao clube.

Kléber, o Palmeiras é passado, entenda.